
Ora... como o Amor não se gasta, como qualquer aquisição, pode dizer-se que se assemelha a uma melodia tocada por um violino ou piano, sem que a afinação se perca. O Amor sente-se como duma inspiração profunda se tratasse, acompanhada de lágrimas que rolam sem querer, dada a intensidade.
O Amor não dói, não é áspero como a lã por fiar. O que dói, é o apego, a mania de controlar, o desejo de possuir, o egoísmo de satisfazer o ego - é ele que se mascara de vários sentimentos, porque não tem nada de puro, ou de gratuito. Ora, como se pode então, chorar por Amor, se Ele é plenitude e esplendor?!
Encontramo-Lo passeando-se na atmosfera, soprando-nos como uma brisa suave - e isto vem escrito
Sentimo-Lo nas batidas aceleradas do coração e intenso suor, porque a densidade do nosso corpo físico, não suporta tão alta vibração. Não se trata portanto, de corpo com corpo, de olhos vidrados noutros olhos, ou lábios colados. Ele é muito Maior e por isso, indescritível. O SER reconhece-o, a Alma recebe-o e ponto!
Ele não acontece por causa dum beijo, duma frase bonita, não aparece e desaparece aqui ou ali, não se procura nas férias ou num bar, por entre copos e risos.
O amor é presente, constante, está cá dentro vivificando cada célula, cada nervo, cada litro de ar que se respira e do sangue, que dá abrigo á alma.
Lamentavelmente, também nos afasta daqueles que não estão no nosso caminho - tão só pela incapacidade e recusa doutros em O (re)conhecer e/ou aceitar. É por isso que existem cada vez mais defuntos, embora estando vivos!
Não existe pois, uma fórmula concreta, uma definição precisa para o Amor, mas existe sempre "O Conhecimento", que lhe servirá de base, como alimento.
O Amor é consistente, envolvente, delicado, silencioso, e nunca, mas nunca, ausente - a menos que o esqueçam. Bem diferente daquele que incentiva ao (des)controle, á posse, ao medo, domínio, dissimulação, mentira...e sobretudo, onde se não encontra Vida!

Amar, de facto...
é como se coubesse em cada um de nós, toda a LUZ do Universo, numa profusão de cores e sensações, até quase nos faltar a respiração! - qual sacralização da Primavera.

O Céu, gosta da GRATIDÃO!

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2 comentários:
Querida amiga,
Um sentimento tão belo, e o único que ajudará a mudar este Planeta, é muitas vezes vivido cheio de dor e sofrimento.
Esta mensagem explica muito bem o que é o amor e como deve ser vivido...sem expectativas. Muito tem o ser humano a aprender para que possa amar todos os seres vivos, respeitando as suas escolhas e diferenças.
Excelente mensagem, gostei muito.
Um abraço repleto de luz
Canduxa
Canduxinha querida
Grata pela sua explanação. Muito mais poderia escrever, mas quando o nosso "despertar" se dá, não conseguimos exprimirmo-nos só por palavras...guardam-se sentimentos ou o que for, que possamos chamar-lhe.
Não é menos verdade que nem sempre consigo entrar NELE(Amor) Quero com isto dizer que é dificil para mim, ainda, AMAR como deveria todos por igual.
Ou seja, sentir, actuar, discursar verbalmente ou não, tudo aquilo a que o SER nos obriga. Não alcancei "ainda", tal estágio. Tento, por palavras simples, desenhar algo por que passei, como será a plenitude, ou Estado de Graça! E que se não se pense, que sou ou tenho pretensões a "iluminada". Longe disso.
Mas um "despertar", tráz consigo certos acertos de consciência, e pelo que sei, nada mais na vida, assim se consegue!
Depois.... é trabalho pessoal - que nem sempre é bem feito, ou atingido, como todos sabemos.
Quedas e mais quedas, até que aprendamos a largar e a perder cada vez mais de nós enquanto matéria, desocupando assim, a carruagem a que esta vida nos conduz.
Desejo tudo de Bom de Belo, e pelo Bem, na sua vida que recomeça em 2014.
Cada ano é um ano a mais sem que saibamos o que nos tráz.
Estarei sempre consigo até Deus querer. Sabe disso.
Abraço fraterno preso numa amizade com bases sólidas.
Sempre...eternamente...
M.
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