O ventre de onde nasci.
A mão que não segurei
O calor onde não aqueci
O cólo que não desfrutei
Foste...
A ternura esquecida
A história por contar.
O gesto por decifrar
Cresci aceitando sofrida...
O confronto implacável contigo...mãe!
Ao invés fiz também...
Da tua frieza, a minha esperança
e da indiferença, minha autoconfiança
Construí-me de alegria e determinação,
Nesta indelével viragem, de ter coração
De onde estiveres, já saberás Amar?!
E viver esse tão grande e grato Valor
que uma mãe, deveria ter para me Dar!
Aguardarei o dia que te verei de novo, e então aí me dirás,
Se foi vontade tua, "partires" na véspera do dia em que vim ao mundo...
Ou vingança dum "destino" malfadado, por sempre o enfrentar e me recusar a seguir-lhe o rasto?!
Como tua única filha - ainda neste Plano - julgo ter cumprido e Bem, com tudo o que "antes" fora "acordado"...
Com Amor,
M.


O Céu, gosta da GRATIDÃO!

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Sêlo do 2º aniversário
2 comentários:
Querida Mariinha,
Este lindo poema retrata, sem qualquer dúvida, uma infância, adolescência e porque não dizer...uma vida inteira sem o amor mais precioso do ser humano: o amor de mãe.
Mas,pelo que conheço, é uma lutadora e um ser humano que despertou a tempo de descobrir que é um ser de luz e digno de ser feliz.
Embora não sendo fácil,vai
caminhando sem medos e desejosa de cumprir o seu plano Divino.
Noutra dimensão estará, quero pensar que sim, certamente a sua mãe orgulhosa pelo seu caminho e no vosso reencontro talvez o amor dela a faça sorrir e ser feliz, mesmo que noutro Plano.
Mariinha, é um poema lindíssimo, embora triste....
Um grande abraço e mil beijinhos com muito carinho e cheio de amor que nunca teve.
Canduxa
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