Era uma vez...Abou Ben Adhem acordou certa noite, de um sono profundo de paz e viu sob o brilho da lua no seu quarto, um anjo escrevendo sobre um livro de ouro. A paz duradoura tornara Ben Adhem ousado e falou assim á "presença/entidade", ali no seu quarto: - O que escreves? - o Anjo ergueu a cabeça e com um olhar cheio de doce harmonia respondeu: - Os nomes daqueles que amam o Senhor! - O meu nome é um deles? - perguntou Abou - Não. Não é - retorquiu a "Entidade". Abou falou mais baixo, e de coração nas mãos, disse-lhe: - Peço-te então que escrevas o meu nome como o de alguém que ama os homens seus irmãos. - O Anjo escreveu e seguidamente desapareceu. Na noite seguinte, regressou, num grande clarão de Luz e mostrou os nomes que o Amor de Deus abençoara. E para espanto...o nome de Ben Adhem ENCABEÇAVA OS RESTANTES. Esta poderia ser uma história, entre muitas que se contam, destinadas a alertar CONSCIÊNCIAS.
Mas deixa de ser uma história, quando ela própria é a REALIDADE! - Essa nossa realidade INVISÍVEL...que nos toca.
Leiam então o que sucedeu:
Na manhã do dia 18 de Maio de 2003, com 93 anos, lúcido e independente, o meu pai "partia" de repente, com um AVC fulminante, quando se preparava para ir ao aniversário dum familiar.
Hoje, e publicamente, dou conta do texto acima, que ficou por ler, no dia que determinei.
Tudo começou quando fui marcar - com 1 mês de antecedência - a habitual missa do 7º dia; paga, claro - contrariando o que vem escrito nos vários "Livros Sagrados".
Naquela altura, dirigi-me ao Mosteiro dos Jerónimos
conhecido também por Santa Maria de Belém, aí fui baptizada e a cuja freguesia pertencíamos - solicitei então ao prior, que me autorizasse a ler uma história que no meu entender, era muito bela; embora fosse avisando que a mesma, não sustentava características "católicas", mas sim, universalistas ou ecuménicas. Franziu o sobrolho, mas lá foi respondendo:
- Quando esse dia chegar, logo se verá...peço-lhe apenas que me relembre do assunto, quando cá voltar.
E assim foi. Antes da hora marcada para a celebração da missa, cheguei mais cedo e dirigi-me de novo á sacristia, e questionei o prior, sobre o assunto pendente, ao que me respondeu com determinação:
- "Lamento, mas não pode ser. Isso desviaria a atenção do que está previamente regulado e pessoas há que estão já destinadas para as Leituras".
Sorri, não deixando porém de referir que "era por essa e outras mais, que a igreja católica, vinha perdendo a ritmo alucinante, até os mais fervorosos "simpatizantes"! - porque "fiéis", só a Deus.
Quando regressei, já o Mosteiro estava replecto de familiares, amigos, conhecidos e outras tantas pessoas que também pediam ao Alto, pelos seus defuntos. Dirigi-me para junto da minha mãe e filhos, os quais perceberam, pela minha expressão, que "a coisa" não se tinha desenrolado do meu agrado... - e pelos vistos...nem ao olhar de Deus - mas fiquei ali em silêncio.
A missa decorreu normalmente, não fosse a certa altura, já quase a terminar, ter surgido um "sinal" saído da boca do próprio prior, "representante de Cristo" - vá-se lá prever os SEUS desígnios - pois só eu tinha conhecimento do teor daquela história, acima referida.
Porém...Surpresa das surpresas:
Quando ele pronunciou os nomes das "almas que tinham partido deste mundo", e a quem se destinava aquela celebração ...
O NOME do meu pai, também ENCABEÇAVA A LISTA!
Tal foi o efeito que essa Revelação me causou...desabei num choro convulsivo - atitude que até então não tinha tido, nem sequer no dia da sua "partida". E para reforçar, esse "Sinal", ouvi, como que...telepaticamente:
- "Não foi necessário leres...tens aí a resposta!"
Ainda recordo, a alegria imensa, a surpresa que foi, os sentimentos numa mescla de comoção e gratidão, por aquele momento. Percebi que a alma - que antes fora meu pai nesta dimensão terrena - se encontrava na LUZ da CONSCIÊNCIA MAIOR a que chamamos DEUS.
Hoje aqui, presto-te homenagem, pai, avô, e meu amigo - benevolente, compreensivo, dedicado, atencioso, prestativo, bondoso, amoroso, justo, respeitador, observador, e tão silencioso... - por me amares tanto e...para sempre! E também pelas confidências que me fizeste - embora tardiamente - sobre assuntos Divinos, que mais ninguém soube. Agradeço ainda o gesto sublime, com que me presenteaste, e me surpreendeu deveras...pois fiquei ali a olhar, atónita, sem saber o que pensar.
Tantas pétalas de camélia branca, que espalhaste pelo chão do meu quarto, sobre a caminha do Blacky - esse cão que tanto gostavas - e deixaste por fim, o que restou da flor, no braço do sofá - aos pés da minha cama. - Entendi que esse gesto se devesse, a não ter chegado a ver-te em tempo útil, na manhã em que partiste. Dei algumas delas aos teus netos e á mãe, para que acreditassem que vivias e estarias sempre connosco. As outras guardei-as numa redoma de vidro pequenina que mandei fazer especialmente. Soube mais tarde que a camélia na linguagem das flores quer dizer : espiritualidade.Neste nosso caso, pai e filha, bem se aplica o que vem escrito: "QUE NINGUÉM DESUNA O QUE DEUS UNIU!"
Fui uma privilegiada, e não só desta vez, pois sempre te revelaste o melhor pai, que os teus netos poderiam ter - lá saberás o projecto que a tua alma trazia e se fez cumprir. Um dia ainda me hás-de contar onde colheste a flor que desfolhaste para mim.
Deixo-te a minha Luz, simbolizada por estas velas e a energia pura, que brota do meu coração, feita de AMOR! Esta homenagem ficará aqui eternizada e a minha vibração chegará até ti sempre que a queiras sentir.
Os "sinais", estão aí todos os dias, são-nos dados através das coisas mais simples, para que nos (RE)LIGUEMOS; basta ficar atento/a! E não são necessárias doutrinas...religiões...
O meu pai sempre dizia: "tenho cá a minha fé" - nada mais se ouvia a respeito do assunto.
Faço votos, que a vossa atenção - não recaia apenas, no que tocam, vêem e ouvem, numa vertente puramente "física" - impedindo assim, que "vejam" "ouçam" e "sintam": PARA ALÉM DE...!
Porque só aí, reside a VERDADE! - e não, na matéria, como pensa a maioria - tal como certo discípulo escreveu: "eu estou no mundo, mas não sou do mundo"!
Que todos os pais sejam abençoados.*Abou Ben Adhem - personagem referida no livro "Como Enfrentar o Milénio")


O Céu, gosta da GRATIDÃO!

A Chave deste blog
O "Award" do 1º Aniversário deste Blog
Sêlo do 2º aniversário
48 comentários:
Minha querida Mariz fico sempre sem palavras quando te leio.
Belissimo texto para reflexão.
Linda a tua homenagem ao teu pai.
Um fim de semana iluminado para ti e deixo-te o meu beijo de terna amizade
Isa
Recebemos tantos toques que não entendemos,
quando desencarnamos deixamos para trás o corpo, roupa velha e gasta
e entra-se em outras dimensões , sentimos saudades de que vai porque os nossos
apegos assim o ditam, somos humanos, mas a nossa essência não morre entra em vários estágios de evolução ou involução conforme o aprendizado
, mas os seres continuam “ vivos” e muitas das vezes a encaminharem-nos nada acontece por acaso, mas muitas das vezes ao não estarmos atentos por estamos adormecidos espiritualmente não entendemos esses toques e acabamos no nosso livre arbítrio a escolher os caminhos das vontades, que são os caminhos dos egos.
bonita homenagem ao teu papi, onde quer que ele esteja, está contigo
Beijinhos ternos
Amiga Mariz,
totalmente sensibilizada com o seu texto e maravilhada com a sua homenagem!
O seu pai foi de certeza um GRANDE HOMEM, e a sua MÃE é uma GRANDE MÃE! Conseguir formar consciencias tão humanas e bondosas é uma tarefa dificil, há que saber incutir os verdadeiros valores da vida. Nada acontece por acaso, acredito que todos temos uma missão aqui na terra, há que conseguir percebê-la e caminhar no sentido de a cumprir!
Beijinhos,
Ana Martins
muito linda a tua homenagem ao teu Pai! o meu partiu há 20 anos, infelizmente não posso dizer muita coisa assim como tu, mas foi o meu Pai!
e que todos os pais sejam felizes e saibam sentir esse sentimento para com os seus filhotes...
bom fim de semana
beijinhos
QUERIDA MARIZ, OS MEUS PARABENS, GRAZAS UNHA VEZ MÁIS POR FICAR NO ME U BLOG, E SOBRE TODO POLO TEU CONSELLO, E COMENTARIO, TODALAS MENSAXES, TODALAS VERBAS, TODALAS VOCES, PALAVRAS E MANIFIESTOS, A PESAR DA LIMITACIÓN PROPIA QUE NOS PODA FIGURAR OU PARECER NA REDE DE REDES, INTERNET, SEMPRE POR MOI POUCAS QUE PAREZAN, SON MOITAS QUE FAN PARA AS PERSOAS, ANIMAÍS, QUE SUFREN INXUSTIZAS, INTOLERANCIA E ICOMPRENSIÓN, UNHA NOVA CONCIENCIA, QUE SEMPRE CHEGA, OS LUGARES MAIS RECÓNDITOS CÚN POIDA IMAXINAR...
CERTAMENTE, É UNHA SITUACIÓN ESTA, QUE PRA PERSOAS, QUE NON XENTE, SENSIBEL COMA NOS, PODE PRODUCIRNOS IMPOTENCIA, O FEITO DE PENSAR QUE NADA ESTAMOS FACENDO, PERO QUERIDA AMIGA MARIZ, GARANTIZOCHE, QUE SE FAI MAÍS DO QUE NOS SUPOÑEMOS, E QUE NA REDE VEN MÁIS DOS QUE DÍN VER.... CA LUZ CHE GUÍE SEMPRE POLO CAMIÑO XUSTO, QUERIDA AMIGA, E NUNCA TE RINDAS, POR MOI POBRE QUE PAREZCA SEMPRE O QUE SE FAGA, O TEU SEMPRE AMIGO JYHAEL, PARABENS...
Querida Mariz de Maria
Perdi o meu pai aos 27 anos, em 1997, vitima de cancro.
E a consequência dessa perda foi apenas ou tão somente esta ausência dele, em mim.
E após a dor veio a saudade.
E hoje, quando fecho os olhos, ainda consigo decifrar-lhe o rosto no espírito.
E só me esquecerei dele, no dia em que me esquecer de mim.
Obrigado por esta publicação.
Um feliz dia do pai para todos aqueles que ainda o tendo, o preservem na passagem dos dias.
Dele, em mim, a saudade é lembrança, é presença, é força motriz. ainda.
Um bom fim de semana,
Sempre para sempre,
__________________ p.
Chorei contigo, Mariz. A história de vida e de morte dos meus pais me sensibilizam profundamente, e assim aprendi a prestar atenção no que contam demais filhos em todo o mundo, sobre como sentem falta da presença, do carinho e do colo de seus pais. Sabemos que partiram e têm suas vidas em algum lugar, e isso nos conforta, mas fica em nós a eterna gratidão, os laços de amor e afeto que o tempo, a vida e a morte jamais nos fará esquecer. Portanto, amiga, choro contigo, sei a tua saudade, e te deixo flores para enfeitar ainda mais o teu encontro com o teu pai amado.
Voltarei para saber do presentinho, pois esses dias, encerrando um curso, estive ausente da net, e ainda estou encontrando dificuldades para atualizar os Uivos.
Beijooooooooooosssssssssssssssss
Querida Mariz
Bela história feita da verdade que só alguns tocam, ou querem tocar.
Sabes, os padres que assim reagem é por medo... eles julgam-se os senhores da Palavra, os pastores das ovelhas, esquecendo-se do muito que têm de aprender com elas.
Um beijo
Daniel
Doce Amiga Gigante:
O que acaba de escrever é de uma pureza e beleza imensas.
Um "hino" a mim, ao seu pai, a todos mos pais do mundo.
Fiquei muito comovido, atento, atónito, perplexo perante a beleza narrada com um encanto majistral.
Olhe, por vezes, quando os textos, as poesias, as descrições, me encantam, fico muito tempo a olhar para dentro de mim, olhando só e apenas, mas demoradamente...
Depois, sonho, olho tudo à minha volta, sinto-me e, tacteio o teclado com algum esforço pelo peso da responsabilidade do que vou escrever. Creio que é com atitudes destas fabulosas que nem merecem comentários, por serem escassos de gratidão, ternura e genialidade, sabe, amiguinha?
Parabéns pelo Pai ENORME que teve...conserve em si essa imagem admirável dele...é uma pessoa que possui uma interioridade deliciosa...
"Fulminado" pela beleza e maravilha dum Post sensacional, extraordinário, emotivo e notável...
Beijinhos do tamanho do Mundo,
Humildemente...
pena
Simplesmnte, fabuloso, amiga de sonho!
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Que bela homenagem para alguém que com certeza, a mereceu!
Seu pai, me parece, foi uma pessoa que aprendeu com a idade, evoluiu... Bendito seja!
Beijos de luz e um domingo muito feliz, Mariz!!!
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Mariz,
Muito sentida esta homenagem que aqui presta a seu Pai.
Foi certamente um Homem excepcional e um Pai exemplar.
Não há coincidências e, na verdade, tudo o que aqui expõe, aponta para a evidência dos sinais que "Ele" nos envia e se revelam muitas vezes nas mais pequeninas coisas e pelas quais devemos dar graças.
A Sua Luz está sempre por perto e só desejo que Ele a continue a iluminar na sua caminhada.
Seu pai, lá onde se encontra estará muito orgulhoso de sua filha e não deixará de ser sinal qual estrela luzente sempre presente em si.
Bem-haja pelo seu testemunho.
Um grande beijinho.
Que os filhos nunca se esqueçam dos pais, como tu tão bem sabes guardar o teu em ti, no teu coração!
beijinhos
Bom domingo
Deixo-te um beijo, um sorriso, uma flor do campo, silvestre, bonita, simples, branca, por tão plena de cor)
Emocionada, aninho-me aqui,encostada aos teus joelhos.
Depois, vou pedir-te:
Vamos ver o mar, vamos, que nos vai saber tão bem, tão bem e deixar que os silêncios (nossos) conversem. Tanto sempre para falar, sentir, partilhar.
Quão felizes Eles estão, lá em Cima, a olhar-nos, querida.
Minha querida amiga que não conheço, a sua história é muito bonita e única. Durante o meu trabalho de acompanhamento de pais ue perderam filhos, tive o previlégio de ouvir contar dezenas de histórias parecidas. Eu própria tenho uma história de um sinal que me foi dado pela minha filha no dia da sua morte quando tinha 18 anos. Tenho todos essas histórias reunidas para um dia, quem sabe, publicar um livro. Como sempre me acontece, penso que a sua vinda ao meu blog não foi por acaso e que algum fio condutor nos vai ligar.
Aqui fica também a minha homenagem a esse grande Pai.
Um abraço,
Maria Emília
Sim. Cris...acho que estão a olhar-nos...FELIZES!
Que os não desiludamos, porque as nossas dores - quando as tivermos - eles as sentem também...pela vibração que emanamos. Lembra-te que estamos todos ligados por um ÚNICO FIO DE PRUMO!
Porque o AMOR nunca "se vai" permanece eternamente em tudo e todos!
Sim...agora que te li...vamos lá então ver as estrelas, porque já anoiteceu.
Um sorriso e a brandura de sentir
Sempre..
Mariz
Querida mariz, ler a homenagem ao teu pai, fez-me voltar há 17 anos atrás, quando o meu pai que se encontrava internado com leucemia, no Porto, esteve lá apenas uns 15 dias, era leucemia aguda. eu e a Neide na minha cama, rezamos as duas, lemos a Biblia, faziamos isso, antes, e ela costumava adormecer na minha cama e o meu marido ia levá-la à caminha dela. Naquela noite especial de 16 de fevereiro, ela tinha adormecido e meu marido acendeu a luz do candeeiro pois não sabia se ela estava deitada comigo. Eu olhei, acordei com a luz, e vi no relógio 1,27 da manhã. Ele apagou a luz, virei-me para o lado e comecei a sentir um cheiro a flores, mas que coisa inebriante, e para que o meu marido não se apercebesse, pois nem eu estava certa do que era, eu engolia todo o ar que podia, pelas narinas até mais não poder, e aspirava, aspirava aquele embriagador perfume de flores. certo, tinha uma mesita com perfumes mais para trás, mas não eram esses cheiros, era como se fosse a essencia mais pura de cada flor, ora cheirava a rosas, a cravos, enfim..isso manteve-se durante uns bons 7 ou dez minutos e eu perguntava-me o que seria...
De manhã, como não tinhamos telefone, a minha vizinha ligava para lá a perguntar como ele estava. Os miudos estavam a vestir-se para irem com o pai á Missa, eu ia ficar a fazer o almoço. então ela diz que o meu pai tinha falecido durante a noite. Fique estática, lembrei-me daquela hora, perguntei a que horas foi e ela respondeu que foi á meia noite, mas, como reparie no relógio, e ali era uma e vinte e sete...uns dias mais tarde, chega pelo correio a carta do hospital com o falecimento do pai e diza na hora de falecimento, 1,30 da manhã do dia 16 de fevereiro. Era ali, era naquele momento que ele se estava a despedir d emim, e a dizer-me que se ia ausentar. Calculo a sua dor, pois era um pai como poucos, especialmente um avô para os meus filhos...e a mim, fez de tudo para que aprendesse a lutar pela vida, pois ele não estaria cá para me ajudar...Foi sim, um bom homem, e discutiamos por vezes à conta da Igreja católica que ele frequentava e eu não concordava com muita coisa e ele nem queria ouvir falar em que se pudesse faalr com o outro lado!...enfim...mas foi assim, veiod espedir-se e dizer que ia partir e se tinha flores...mas que bom.
Um beijinho da laura e ai está o relato da morte dele...
E foi lindo a tua surpresa na Missa, eles respondem-nos através da melhor forma que podem...e o Padre, como muitos, só te afastou mais deles, e a culpa é deles, não querem ouvir certas coisas, pois, estraga-lhes o negócio...
Um grande abraço da laura.
Laura querida
Sim...os cheiros são um dos principais "sinais" que se sentem...tenho isso imensas vezes...
compreendo-te.
Espero que vás recuperando e bem...
abraço meu e fica na Pax
Mariz
Mariz, essas suas palavras elevam-nos a alma...e a mim, pessoalmente fez-me querer agarrar com muita força todos os momentos que ainda tenho com o meu pai, meu amor.
Um beijo grande!!!!!!!!
Mariz,
Todo o meu respeito e um abraço grande
Acabei de pegar. Vou agora mesmo colocar nos Uivos. Obrigada, Mariz. Você é generosa, dedicada, e escreve coisas que me faz pensar muito.
BeijUivooooooooooossssssss da Loba
Mariz
Que bela homenagem feita a teu e pai ao pai de todos nós. Presentes ou ausentes, sabemos que morrer não é finar-se nem consumir-se,mas libertar-se. Assim, diante dos entes queridos que partiram,devemos assumir o compromisso de prepararmo-nos para reencontrá-los na vida espiritual,porque o ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta,desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre,desperta e vê que é espírito.
( Victor Hugo)
Um abraço,
Leila.
Obrigada querida Mariz, mas foi assim tal e qual, e sim, por vezes em qualquer lugar, ou em casa, sentia o cheiro forte do perfume que o meu amado irmão mais novo, usava, acompanhado do cheiro do tabaco dele, pois ainda não fumavam em casa, (os filhos)..e ligava logo a presença dele ali no meu lar!...Mas, já tive momentos em que perguntava ao pessoal, quando chegava da rua; não vos cheira a aldeia, ou cheiro forte mas de que nem gostava muito..e ligava isso a estar ali alguém não muito bom, enfim...cheiros que nos trazem lindas presenças, mas o contrário também pode acontecer...
Obrigada por responderes...Um abraço apertadinho da, laura..
Existem postagens que me deixam sem fala, sem ação, apenas com a vontade de ler, reler, refletir... e sem estar de posse das palavras que poderiam traduzir momento de tanta introspecção, a vontade é sair de mansinho levando tudo de bom que foi apreendido na leitura, deixando aconchegar no coração todo o ensinamento que foi transmitido, admitir que no olhar se acomodem imagens tão belas, e permitir à alma perfumar-se nas lições de vida que foram expostas. Sair simplesmente, para que não se percam dentro de nós tantas coisas boas.
Ao mesmo tempo fica aquela vontade de registrar que estivemos ali e que nos apossamos de todo o bem que nos foi doado na leitura. Deparamo-nos neste momento com o egoísmo e a consideração. Egoísmo por querer sair de manso sem sequer agradecer as benesses recebidas, com receio de que o 'falar' possa desfazer um pouco da magia. Consideração, ao querer nos manifestar, para que a autora(autor) de tão bela mensagem saiba da nossa presença.
Assim é o ser humano, minha linda, que tão bem conheces. Somos feitos de virtudes e defeitos que procuramos administrar ao longo da vida, sabendo que só teremos o valor certo da balança quando fecharmos os olhos para este mundo e abri-los num outro, do qual tão pouco sabemos, mas que certamente nos dará a dimensão exata daquilo que fizemos com a Vida que nos foi ofertada um dia. Se castigo ou dádiva!
Aqui no Brasil festejamos o dia dos Pais no segundo domingo de Agosto (assim como o dia das mães se comemora no segundo domingo do mês de Maio). Um registro/observação, apenas para dizer da minha emoção ao ler aqui a homenagem tão linda/tão terna/tão expressiva, que fizeste ao teu querido Pai. Tudo ficou de uma ternura ímpar! Não só a narrativa com tuas reflexões, como também a expressividade das camélias e das velas, imagens tão puras que nos encantam o olhar e enternecem o coração; o interior do Mosteiro e as outras imagens que nos trazem uma Paz infinita à alma, e nos fazem refletir sobre a unicidade com o Cosmos, a ligação com o Divino. Tudo tão cheio de significado!
Por isso, meu anjo, as duas vontades da qual falei quando me deparo com postagens tão expressivamente belas.
Grata por um momento único, tão teu, e que conosco partilhaste com a generosidade que te habita o coração. Com toda a certeza o teu querido Pai, de onde estiver, faz refletir em ti a Luz e a Paz que por certo permanecem no seu coração e, certamente, com esta homenagem de filha amorosa e ternurenta, hão de recair sobre ti as bênçãos mais preciosas.
Foi pena que não pude ouvir aqui, na íntegra, a genialidade de Mozart em tão bela composição (problemas no meu PC). Havia momentos de falha no player.
Agradecendo pelos comentários que sempre registras no meu espaço com tanto carinho (e que se tornam momentos para uma reflexão), deixo-te uma orquídea lilás, um beijo no coração, e o desejo de uma semana iluminada de Paz e Alegrias.
Com ternura,
Beatriz
Cara Mariz,
Como sempre os teus textos são carregados de simbolismo e muita "emoção". Gostei muito!...
Um abraço amigo,
António Serra
Olá Mariz
Esta pode ser a parábola dos nossos tempos.
Que ilustra uma justa e sentida homenagem.
Já agora, grato pela prenda que encabeça este post: o "Ave Verum Corpus", do divino Mozart.
Até
Mariz,
bela e sentida homenagem :)
deixo-lhe um raminho de frésias, um grande abraço e um beijinho
mariam
Maria,
Perdoa ocupar o teu espaço com o que vou dizer, mas, que vontade me deu de te dar um abraço enorme!
Sabes lá o que me comoveu ler-te!
Foi dos comentários mais carinhosos, bonitos, verdadeiros, que recebi.
Soube a colo, a regaço de mãe, sabes?
Tu és mesmo bonita, por fora, mas, tão mais, por dentro!
Um Beijo amigo com muito carinho!
Companheira, o seu nome de certeza que não será olvidado em qualquer lista de seres de luz!
Um grande e fraterno abraço.
Doce irmã de caminhada...
Também as minhas lágrimas dispararam no preciso momento em que as tuas caíram naquele dia que marcava o 7º dia de regresso do teu pai a "Casa". Sim, querida Mariz, os sinais estão por todo o lado, por vezes são tão minúsculos, tão simples,... mas tão especiais. E quem viver o seu dia-a-dia tranquilamente, com o coração carregado de Amor, por certo estará mais apto a captá-los, porque eles durante, por vezes, fracções de segundos... mas estão lá.
Bonita homenagem aquele que te colocou na Terra com nome de Mariz.
"Um dia ainda me hás-de contar onde colheste a flor que desfolhaste para mim"... sim, um dia saberás... e eu também...
Obrigada pela tua passagem no meu espaço recolhido. Talvez brevemente volte. E fico feliz que tenhas gostado das mudanças... que simbolizam bem o meu caminho para a Luz por entre as lindas árvores da minha Floresta Encantada.
Cubro-te de luzinhas douradas, querida irmã de Luz!
Beijinhos de Amor e Luz.
Querida Irmã Mariz,
Este post deixou-me PROFUNDAMENTE TOCADA, eu que já tive de perder o Pai e também o meu Marido. As partidas são sempre penosas, mas quando o Amor vem de tempos imemoriais, realmente é possível reconhecer os SINAIS! Que grande Bênção!
Um xi coração - já lhe respondi no meu cantinho e fiquei maravilhada com este post.
Um abraço,
Maria Carmo
Mariz,
Não imaginas como fiquei emocionada com este teu texto e a linda, sublime, apaixonante homenagem que fazes a teu querido Pai e bem assim a todos os pais.
Dizem que sou "piegas", "lamechas", pois choro com facilidade, mas a este teu post é impossível ficar-se indiferente e não verter uma lágrima, tal é a carga emocional que ele contém. Nele depositaste toda a tua sensibilidade, toda a tua ternura, o teu amor.
Só me resta desejar que teu querido Pai descanse em Paz. Tenho a certeza que deve ter tido muito orgulho na filha que teve e certamente continuará a ter (lá onde estiver) ao ver demonstrações tão maravilhosas como esta que aqui nos deixaste.
Beijos minha amiga.
Passei por aqui para agradecer a visita que fez ao meu blogue. Por ter deixado magia por lá, que soube tão bem. Entretanto li a sua postagem sobre o seu pai e ainda estou a lutar contra as lágrimas :) É uma benção termos pais que amamos e que nos fizeram e fazem muito bem... Fico feliz que tenha sido também abençoada. Muitos beijinhos e até breve!
Conheci-te hoje,pela Jaqueline.
Perdi-me há 14 anos ao perder(?) meu pai...estou muito tocada pelo teu texto....
Lendo aqui de lado "Quem nasce em pt..."..nasci em Moçambique,mas meus pais em Lisboa.Lá ,em PT,vivi metade da minha vida e estou esperando voltar a qq momento...vou adicionar-te ,quero voltar aqui e ler mais.:)))
Bela homenagem, Mariz! Deixa-me certo de que, de onde estiver, ele vela por ti! Boa semana, amiga.
Minha querida,é com muita ternura que te abraço. E te agradeço pela pessoa que és. A tua missão está a ser cumprida. O teu pai está perto de ti, tu sente-lo como ele te sente a ti. A saudade é lembrança, é presença.
Um beijo,Mariz.E o meu carinho.
Já não tenho os meus...mas para mim o "dia do pai" ou " dia da mãe" são todos os dias.
E assim a analogia entre o texto acima e o teu abaixo se unem...unem-se nos sinais...na emoção...unem-se naquele saber sentir, saber estar atenta...e assim Teu Pai encimou a lista das pessoas por quem ía ser a Missa!!!!
Lindo, contigo uno-me na homenagem Aquele Ser que foi teu pai.
E...saio ,pois não posso quebrar este momento lindo.
P.S. Quanto à minha fascinção por estátuas...não é por ter vida ou não dentro de mim...gosto delas, gosto da obra, gosto dos pormenores, gosto de meditar sobre eles, gosto de sentir a emoção com que o artista as esculpiu, e, de tentar advinhar.A mesma fascinação me prende aos reflexos, a pequenos pormenores da natureza também que ninguém repara por vezes...defeito de quem ama a fotografia? Não sei...um dia me será dada a explicação, para já faço-o porque gosto, porque me fascinam....
Jinhos de carinho
Mariz, não sou deste mundo... há "coisas", "recados", "mensagens"
passamos e sofremos desumanidades descomunais, crimes que nos apontam, desesperos que se perdem!
há os "déjà vu" que baralham os pensamentos e as realidades...
o meu pai, como já te disse, foi o pai, o pai de 5 filhos, não era boa "peça", a minha mãe foi uma mulher muito sofrida, até ao fim!
hoje entendo o amor dela incondicional pelos netos e mesmo tantas injustiças que terá cometido. Antes de partir quis falar com os filhos, falou com 4!
eu apenas lhe disse "Mãe, vai, parte em paz, está tudo bem!" - foi, partiu, mas não a deixam estar em paz!os últimos 3 meses de vida (?) foram demasiado penosos para ela e para quem a acompanhou, liquidou tudo o que não estava "limpo",
eu, por ela, estou em paz e com saudade, uma saudade imensa!
beijinhos, sempre
Linda homenagem.
espero relê-la amanhã, para não sentir ainda mais intensamente , o vazio, pela partida recente (não anunciada)do meu pai.
Beijos
Querida MARIZ,
Quando vi este post, nem queria acreditar - pois relativamente ao meu Pai, que partiu quando eu tinha quinze anos - sinto algo de muito semelhante ao Amor e Admiração que aqui demonstra pelo seu!
Envio-lhe um solidário abraço de carinho pela sua perda e de reconhecimento relativamente ao Ser excepcional que o seu Pai deve ter sido (e ainda é, certamente).
Xi coração,
Isabel
Querida Amiga Mariz,
Que bonita e reveladora história!
Pensamos que somos um corpo com alma. No entanto somos uma alma envolta num corpo. E tudo fala connosco. Basta estarmos atentos e seguirmos os inúmeros sinais que durante toda a vida nos são postos à frente e que, infelizmente, muitas vezes nem sequer ligamos.
Parabéns.
José António
Passando apenas para deixar-te um favo de mel adoçando as horas do teu dia (adorei o Bee!).
Fica também um ramalhete de flores do campo e um beijo no teu coração.
Doce Amiga:
Cada vez, que leio este sensível e lindo texto, COMOVO-ME!
Bem-Haja pela pessoa que é.
Beijnhos de amizade e respeito imenso.
É uma preciosidade humana, sabia?
Deslumbrado...
pena
Hoje é dia 19!
Obrigada pela tua visita ao meu cantinho.Sim,a Jaque de que falei,onde vi o selinho que lá deixaste,é a amiga comum-LOBA!
Bjj...:)
E hoje, dia 19, entrego-lhe um beijo a Si, querida Mariz.
Porque faz todo o sentido.
U M B E I J O M E U
Grata vos fico, queridos/as amigos/as e demais comentadores que por aqui passaram pela 1ª vez. Que esta Comunhão sentida em torno dos nossos pais, brilhe com tal intensidade que se funda na LUZ MAIOR do PAI.
Que o dia de Hoje,19,seja eternizado nos nossos corações
ESPAVO!
Sempre
Mariz
Querida Mariz, que situações tão comoventes por que passaste! Situações em que a tua dor se amenizou um pouco com a certeza de saberes que o teu pai voltou à LUZ de onde vela por ti.
Belissima e sentida homenagem, escrita com toda a tua alma.
Um abraço no coração
Não sei explicar, mas era forçoso que viesse aqui.
Vim colher e saborear as suas palavras e guardar, dentro de mim, a sua inesquecível homenagem.
Elo a elo, se constroem as correntes de afectos e de Luz. Sinal a sinal se faz a leitura e se decifram as mensagens...
(Fico silenciosamente, neste dia 29, dia em que o meu pai faria, 101 anos.)
Um abraço forte e carinhoso
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